Os Papéis e a Maternidade

Na maternidade é  importante que a mulher compreenda que se trata de um processo de reorganização da vida em todos os aspetos e que o ideal é não criar grandes expectativas, pois quando não supridas geram frustrações que só servem para alimentar a culpa em não estar exercer os seus ‘papeis’ da maneira que idealizou, mas que nem sempre é possível na realidade.

Como conciliar filhos e carreira sem deixar a desejar em nenhuma das funções? Aceite que não pode dar conta de tudo! Super mulheres não existem! 

Aceitar que pode ser boa mãe e profissional sem precisar ser perfeita, compreender que em alguns momentos vai falhar em algum dos papeis e que o autoflagelo que normalmente as mulheres se impõem em função da culpa não é a saída mais saudável.

Algumas mães culpam-se por passar muitas horas no trabalho. O sentimento de culpa é comum até mesmo entre aquelas que se dedicam integralmente à maternidade. Outras acham que estão sempre a dever aos filhos, que estão a ser egoístas por cuidarem da carreira ou que estão falhando na função. Porém a culpa não precisa ser tomada como punição e o fato de sentir culpa não significa que seja realmente culpada de alguma coisa.

Em certa medida, a culpa é benéfica, pois nos conduz à reflexão e nos faz olhar com mais atenção para nossas escolhas e comportamentos. 

Muitas mulheres também optam por uma organização de trabalho mais flexível, que permita dedicar mais horas do dia à criação dos filhos, principalmente na primeira infância.

Trabalhar em casa, trabalhos sem horário fixo, com maior independência permitem que possa ter uma agenda dividida, onde os filhos são privilegiados sem abrir mão do seu salário  e da satisfação pessoal pelo trabalho.

Não existe fórmula ideal para ser bem-sucedida no trabalho e ainda ser uma boa mãe.

Vai depender do que significa para cada uma ser bem sucedida e realizada. De qualquer maneira o bom senso é sempre o melhor aliado no dilema ‘maternidade x carreira’.

Impor-se á perfeição muitas vezes gera quadros de stresse, ansiedade e depressão.

Regressar ao trabalho é também um momento de transição. Muitas mulheres superam a sensação de insegurança de deixar o filho aos cuidados de outras pessoas. Planeamento e medidas de ordem pratica fazem diferença nesse momento.

O ideal é que o pai participe em todas as fases do processo como também nas tarefas diárias da casa e de cuidados com o bebé. Não se trata de ‘ajuda’ e sim de dividir o dever. O pai moderno tem um papel mais ativo na família e é mais participativo.

A maternidade exige responsabilidades, mudam as relações e as prioridades. Conciliar trabalho e filhos não só é possível como é a realidade da maioria das mulheres.

É perfeitamente possível acompanhar o crescimento, dar uma boa educação, mesmo mantendo a equação trabalho+casa+filhos. Uma coisa não anula a outra. O mais importante é a qualidade do tempo que passam juntos. Porém, tudo na vida é processo e cada fase requer uma reflexão.

Carla Ferreira

Carla Ferreira

Terapeuta e Formadora
Mentora de Mulheres
Criadora do Método Jornada da Menopausa Consciente
Founder Welcome Home Azores e Ascensão d'Alma

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